“Não faz muitos dias, Louis Aragon fez-me observar que a insígnia de um
hotel de Porville, com as palavras Maison Rouge em caracteres vermelhos tinha
as letras compostas de tal maneira e distribuídas de tal forma que, numa certa
obliqüidade, vindo-se da rua, a palavra ‘Maison’ se apagava e podia-se ler ‘POLICE’
no lugar de ‘ROUGE’” (Nadja,
André Breton)
Paralaxe é uma noção astronômica, ou seja, pela ilusão que
um astro provoca quanto a sua localização, pode-se calcular outras órbitas de
outros astros invisíveis. Explicação de leigo, muito mais metáfora que ciência.
De qualquer forma, paralaxe é um “método”, mas um método que se vale de um
caminho torto, oblíquo, de um des-caminho. O método moderno de compreensão do
mundo é cientifico, interessa, assim, a clareza e a menor distância para se
chegar a alguma coisa que podemos, por fim, guardar no bolso com o nome de ‘verdade’.
A paralaxe pode ser uma outra verdade que se inscreve no mesmo e não se guarda no bolso, pois nos escapa tão logo se mostra para nós.
(Estou com medo do Terteão!)
Hummm... Papo cabeça. Terteão fica injuriado...
ResponderExcluirQue mesóclise mais mal humorada...nem um papinho cabeça de sábado antes do almoço?
ResponderExcluirMal-humorado? Marco Antônio? Não acredito!
ResponderExcluirPassa por aqui, joga duas ou três palavras, e nada de colaboração. Humpf!
ResponderExcluir"Ana Silva" e suas obsessões etimológicas...
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